terça-feira, outubro 31

Tu és eu...

Voei e cheguei, tu estavas lá, doce.
Brilhante, como se a noite se transforma-se em dia.
Tudo continua na agitação habitual,
O stress faz tudo mecanizado.
Mas o nosso mundo para.
E ficamos só nós dois,
No nosso paraíso de paixão.

Amo-te do tamanho do universo,
Com todos os planetas e estrelas,
E nós somos o sol, que aquece.
Somos eternos,
as nossas almas vaguearam milhares de séculos
Pelo infinito, o nosso amor.

Tu és eu, uma parte de mim
A vitamina da minha alma
A minha preciosa, valiosa!
Sem ti a agua deixa de ser límpida.
E o meu coração petrifica-se.
És um mundo, o meu mundo.
A minha amada, o meu amor, tu.

domingo, outubro 29

Este inferno de amar...


Este inferno de amar - como eu amo! –
Quem mo pôs aqui n’alma ... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói –
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho-
Em que paz tão serena a dormi!
Oh!, que doce era aquele sonhar ...
Quem me veio, ai de mim!, despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela?, eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei ...
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Almeida Garret